Depois que essa linha de remédios conhecida como Anorexígenos (inibidores de apetite) passou a ser proibida nas farmácias dos Estados Unidos, o Brasil entra na briga com a sociedade brasileira de endocrinologia.
Segundo a Anvisa, a população brasileira lidera o mercado mundial de consumo de anorexígenos. E no ano de 2009, foram vendidos no país três toneladas de Anfepramona; 1,8 toneladas de Sibutramina; uma tonelada de Fempropex e dois quilos de Manzidol.
Em nota a Anvisa diz ainda que os benefícios que esses medicamentos trazem aos pacientes não superam seus riscos.
Clique aqui para conferir a nota completa publicada pela Anvisa.
Por outro lado, a SBEM (Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabolismo) defende que o uso desses medicamentos são necessários para a luta contra a obesidade e em parte para aquelas pessoas que não conseguem perder peso somente com a ajuda de mudanças alimentares e atividade física. E que essa prática seria ainda inclusa somente para o início da perda de peso, uma vez que o efeito psicológico gerado no indivíduo traria mais estimulo para continuar o tratamento.
Do ponto de vista clínico, uma vez que é receitado um medicamento a qualquer indivíduo, cabe ao médico ter ciência do histórico de doenças do paciente e de todos os riscos que o medicamento traz. Caso o contrário teríamos que ter tantos outros medicamentos burlados pelo mercado por possuirem riscos graves à população. Isto é, qualquer medicamento possui efeitos colaterais e riscos.
Entenda como a Sibutramina age:
Mas, aonde a Nutrição entra nessa discussão? Qual o papel dos nutricionistas diante dessa briga?
Bem, quando uma pessoa decide perder peso, a primeira coisa que ela quer é: Resultado. São vários fatores emocionais envolvidos, e em parte a falta de informação que há para essas pessoas faz com que essa busca seja limitada à uso de medicamentos, dietas que vão além da redução calórica necessária, terapias alternativas, entre outras.
O que a nutrição faz, é ensinar o paciente à se alimentar da maneira mais adequada ao seu organismo. Mas nem sempre, alias, na maioria das vezes o paciente precisa de muito mais do que orientação. Precisa de estímulo e de certa maneira de um “empurrãozinho”. Além de mudar o cardápio não podemos deixar de lado a importância que a atividade física tem. Até mesmo porque a idéia de funcionamento que os remédios para emagrecer trazem pode ser facilmente aproveitada por uma boa sessão de exercícios físicos.
No final das contas, a melhor maneira é juntarmos como sempre a nutrição com a ed. física, psicologia e claro, com a medicina.
Os endocrinoligistas e cardiologistas tem um papel fundamental nesse tratamento multidiciplinar, mas o que falta, é haver uma prudência maior ao receitar remédios para emagrecer. Afinal, cada paciente responde de forma diferente tanto ao tratamento quanto aos remédios. E é preciso também ter uma consciência maior por parte dos pacientes sobre o uso desses medicamentos, o que muda e o que cabe à própria pessoa fazer durante e depois do uso dos mesmos.