quinta-feira, 27 de outubro de 2011
Nutrição Funcional, pela Nutricionista Neiva dos S. Souza
sexta-feira, 12 de agosto de 2011
Tem novidade no blog – Fruta da época
Agora, toda semana você vai poder conferir uma matéria sobre uma fruta que esteja em época boa de colheita. Além de economizar com a dica, você também confere todos os nutrientes e benefícios que a fruta traz.
O inverno está se despedindo e a primavera vem aí, com isso nada melhor do que lembrarmos que será ótimo para comprarmos morangos.
Isso mesmo, o morango que fica ótimo em uma tigela de leite com cereal tem sua melhor safra entre julho e novembro.
Além de ser rico em vitamina A e vitamina C – o que faz dele um super alimento antioxidante, responsável por combater os radicais livres – , o morango também possui fósforo, ferro, potássio, cálcio e a tão querida fibra.
Mas é importante ressaltar que para ter o efeito antioxidante, deve-se consumir a fruta inteira, ou pelo menos cortar o mínimo possível. Já que quanto maior o contato com o oxigênio, mais fácil de se perderem as parte antioxidantes. Se for o caso de um suco, consumi-lo então num tempo curto, não deixando exposto em cima da mesa ou na geladeira.
segunda-feira, 8 de agosto de 2011
Por que não começar hoje?
Muitas pesquisas relatam os benefícios da pratica da exercício físico , estes para as funções cognitivas,transtornos de sono e humor; porém ainda há uma carência de pesquisa nesta área.Frente a esta falta de pesquisas novos estudos estão sendo desenvolvidos a fim de esclarecer a influencia do exercício físico na qualidade de vida e no comportamento humano.
Os ritmos circadianos controlam muito de nossas funções fisiológicas , como o desempenho durante cerca de 24 horas.Esses ritmos são influenciados pela atividade física , podendo provocar alterações no ciclo sono- vigília e hormonais por exemplo. As conseqüências do exercício praticado em diferentes horas do dia pode ter influencia na elevação da temperatura corpórea.
O exercício físico pode aumentar a liberação do hormônio melatonina, demonstrando uma relação direta com marcadores biológicos relacionados ao ciclo sono-vigília.Já a prática de atividade noturna pode atrasar a curva circadiana de TSH (hormônio que induz a maior ou menor atividade da tiroide) e melatonina(regulação dos ciclos de atividade-repouso e sono/vigília assim como a regulação do sistema imunológico) o deslocamento da fase é determinado pela intensidade e duração exercício levando em consideração se o indivíduo é ativo ou sedentário.
A prática de atividade física pode influenciar no sono, sobre tal afirmação foram feitas três hipóteses :
Primeira termorregulatória, relata o aumento da temperatura corporal, como conseqüência da atividade física,ajudando na liberação do sono, pois estimula os mecanismos de dissipação do calor que induz o sono.
A segunda hipótese, conservação de energia, o aumento do gasto energético causado pelo exercício durante a vigília cresceria a necessidade de sono para alcançar um balanço energético positivo.
A terceira hipótese, conhecida como restauradora ou compensatória, a alta atividade catabólica durante a vigília diminui as reservas energéticas, crescendo a necessidade de sono, ajudando a atividade anabólica .
A intensidade e o volume da atividade física são muito importantes, quando a sobrecarga no exercício é elevada até um nível ideal, existe uma melhor resposta na qualidade do sono ; entretanto quando a sobrecarga do exercício é extremamente alta, ocorre uma influência negativa sobre a qualidade do sono. O sono de indivíduos ativos é melhor que o de pessoas sedentárias, os estudos especulam que com um bom sono existirá menor cansaço durante o dia assim melhorando a disposição para a prática de atividade . O sono profundo pode ser alterado variando com a intensidade , duração do exercício, e da temperatura corporal ;assim mostrando que o sono pode variar de acordo com a intensidade do exercício,duração,quando e o tipo de atividade.
Estudos relataram que a prática do exercício físico para a população em geral está associada à ausência ou a poucos sintomas depressivos ou de ansiedade. Mesmo em pessoas clinicamente diagnosticadas com depressão , a prática de atividades mostra-se eficaz na diminuição da sematologia relacionada à depressão. É muito importante determinar como ocorre a diminuição da variação do humor, após o exercício. Os benefícios da prática de exercício físico causam aumento dos níveis de qualidade de vida das populações que sofrem dos transtornos do humor. Tanto o exercício aeróbio como o anaeróbio devem dar privilegio no aumento temporal da prática do exercício e não no aumento da carga de trabalho .
Estudos relatam uma relação entre o aumento da capacidade aeróbia e a melhoria das funções cognitivas , estudos comprovam que as pessoas ativas possuem menos chances de ter problemas neurológicos que as sedentárias, pois a atividade aumenta o transporte de oxigênio para o cérebro , a síntese e quebra de neurotransmissores, como a diminuição da pressão arterial, dos níveis de colesterol, dos triglicérides, a inibição da agregação plaquetária, o aumento da capacidade funcional do indivíduo e a melhora da qualidade de vida.
Indivíduos que estão se recuperando de problemas relacionados com o consumo de álcool ,possuem indicações para a prática de atividade física poderá causar uma melhora generalizada no funcionamento do organismo, das funções corporais que foram prejudicadas pelo uso crônico de álcool, como o metabolismo hepático e as funções cognitivas.
É possível concluir que a prática de exercício físico sistematizado pode trazer inúmeros benefícios físicos, quanto mental do ser humano, causando benefícios na qualidade de vida.
terça-feira, 26 de julho de 2011
O glúten e a doença celíaca
O glúten por definição é uma proteína encontrada em alimentos a base de trigo, cevada, centeio, aveia e malte. Ele é responsável por proporcionar maior consistência nesses alimentos.
Mas por que as embalagens de alimentos alertam sobre a existência dessa proteína?
Algumas pessoas não conseguem digerir corretamente o glúten por falta de uma enzima, com isso o glúten agride e danifica as vilosidades do intestino, prejudicando a absorção dos nutrientes. A má absorção torna-se um problema sério que resulta em perda de vitaminas, minerais e calorias.
Definida como doença celíaca, que pode se manifestar desde os primeiros anos de vida ou então começar a causar problemas com o indivíduo já adulto.
“Clássica descrição da doença celíaca foi feita há mais de 100 anos por Samuel Gee, em 1888, sob a denominação de "afecção celíaca", relatando as seguintes características: "indigestão crônica encontrada em pessoas de todas as idades, especialmente em crianças entre 1 e 5 anos.
No entanto, foi durante o período da Segunda Guerra Mundial que se associou os efeitos deletérios de certos tipos de cereais à doença celíaca. Neste período, Dicke, um pediatra holandês, observou que durante o período de racionamento de trigo na segunda Guerra Mundial, a incidência do "sprue celíaco" havia diminuído muito. Posteriormente, quando os aviões suecos trouxeram pão para a Holanda, as crianças com doença celíaca voltaram rapidamente a apresentar sintomas, confirmando a importância do trigo na gênese da doença.”
Arq. Gastroenterol. vol.36 no.4 São Paulo Oct./Dec – Scielo.br
Os sintomas da doença começam com dor e distensão abdominal, diarréia, perda de peso, dores musculares. E com o agravamento da doença, alterações menstruais, de pele, lesões bucais, hipotensão arterial, edema, náuseas, vómitos e podendo até se agravar à um quadro de hemorragia e alterações neurológicas.
Segundo a faculdade de Brasília (UnB) cerca de 1 em cada 600 brasileiros apresentam a doença e por tanto precisam tomar cuidado na hora de escolherem o alimento.
Já as pessoas que nunca apresentaram nenhum problema com a forma de digestão do glúten, não há nenhuma contra-indicação de uso.
quarta-feira, 13 de julho de 2011
Nutrição inteligente: Dicas para diminuir os sintomas da TPM; parte ||
Uma divisão simplificada do ciclo, adotada considera duas fases: a folicular, compreendendo o período do sangramento até a ovulação (inclusive), e a lútea, que começa logo após, e prolonga até o início do sangramento. Em relação aos níveis hormonais, a fase folicular caracteriza-se pela presença de hormônio folículo-estimulante (FSH), hormônio luteinizante (LH) e estrógeno, os quais levam ao crescimento do folículo ovariano e à ovulação. A fase lútea é diferenciada pelo aumento dos hormônios estrógeno e progesterona. O decréscimo destes dois hormônios ocorre com a diminuição do corpo lúteo (quando não ocorreu fertilização), levando ao sangramento.
Os hormônios femininos sexuais endógenos e exógenos influenciam o funcionamento cardiovascular, respiratório e metabólico. (Essas alterações estão associadas à fase lútea, quando se elevam os níveis de progesterona: aumento da temperatura corporal (0,3–0,5ºC), hiperventilação), aumento do volume plasmático (que começa a aumentar dois dias após a ovulação e atinge um pico máximo 2-3 dias antes do sangramento).
Há anos foi reconhecido a existência de transformações cíclicas no peso corporal ,eletrólitos e metabolismo de água no durante do ciclo menstrual .Sabe-se que a progesterona é o hormônio responsável por retenção de líquidos e sódio na fase pós-ovulatória.Estudos encontraram mudanças em relação ao peso nas fases correspondentes ao sangramento e à ovulação ,podendo ter um ganho de até 2,25kg após a ovulação
Pode ocorrer uma menor sensibilidade à insulina pela influencia da progesterona na fase lútea, o que poderia influenciar na captação de glicose .Em relação a outras alterações metabólicas, sobre oscilações de lipoproteínas durante o ciclo menstrual, o HDL-colesterol (“colesterol bom”) é mais alta na fase folicular (quando o estrógeno está em seu nível máximo) que no sangramento, e o LDL-colesterol ( “ colesterol ruim”)é mais baixo na fase lútea (quando estrógeno e progesterona estão mais elevados) que na folicular.
Os hormônios sexuais femininos podem influenciar no metabolismo de magnésio ,cálcio e vitamina D ;o estrógeno age regulando o metabolismo do cálcio, na absorção intestinal deste mineral. Já o ferro também é influenciado pelo ciclo menstrual ,pois valores de hemoglobina são mais baixos em mulheres que se encontravam em períodos de sangramento.
A TPM( Tensão pré mesntrual) é um dos distúrbios mais comuns a afetar as mulheres; a maioria delas passa diferentes alterações durante o ciclo menstrual que podem causar mudanças desconfortáveis no estilo de vida normal destas. A TPM é caracterizada por: sensibilidade no seio, cólicas, constipação ou diarréia, retenção hídrica com ganho de peso, fadiga, alterações no humor (irritabilidade, choro, depressão, hipersensibilidade emocional), insônia, suor nas extremidades, dor de cabeça, desmaior,tontura, variações no apetite e no comportamento alimentar (compulsão alimentar), problemas de concentração, menor rendimento, dores no período que ocorre a ovulação e aparecimento de acnes.Sob o ponto de vista nutricional, acredita-se que esses sintomas irão influenciar o comportamento nutricional, diagnóstico nutricional e a orientação dietética realizada.
Para amenizar os efeitos da TPM recomenda-se: tirar o açúcar, sal, cafeína, álcool, carne vermelha e outros alimentos gordurosos da dieta ; comer 4-6 refeições ao dia e não pular as refeições; ingerir grandes quantidade de líquidos; praticar 20-30 minutos de exercício físico, três vezes por semana (corrida, caminhada, ciclismo, natação); buscar realizar métodos de relaxamento (respiração profunda, ioga, meditação); tentar não planejar atividades que causam estress para essa fase . A terapia farmacológica discute o uso de óleo de prímola (ácido gama-linoléico), alguns diuréticos, ervas, diferentes tipos de massagens, suplementos vitamínicos ,acupuntura, cálcio, e hormônios .Há uma extensa variação de sintomas relacionados ao ciclo menstrual, que ocorre desde as manifestações mais leves até as mais graves( TPM). Infelizmente, estudos sobre as mudanças no metabolismo e compulsão alimentar não são conclusivos, por não haver muitos estudos sobre esse tema. Até agora não há um protocolo a ser adotado durante a variação alimentar no decorrer o ciclo, a avaliação de sintomas e comportamentos associados ao ciclo menstrual deveria integrar os procedimentos de rotina. Acredita-se que as mudanças relatadas pelas mulheres são reais e não são falta de força de vontade para controlar; com isso condutas específicas para diminuir os sintomas negativos poderão ser seguidas, bem como ações para ajudar a paciente a lidar com as compulsões alimentares que vão surgir.
O ciclo menstrual não influencia apenas o apetite e tamanho das refeições, ocorre também variações na escolha dos tipos de macronutrientes ingeridos e na seleção de produtos alimentícios, e bem como desenvolvimento de compulsão por determinados alimentos. Podem ocorrer alterações no paladar o que influencia na escolha dos alimentos .Com o hormônio estradiol elevado, há uma maior sensibilidade aos doce , e quando a progesterona aumenta,cresce a sensibilidade ao amargo.
Inúmeros aspectos do comportamento alimentar podem estar relacionados ao desenvolvimento de compulsões. Uma antes do sangramento (fase lútea) ,elas possuem compulsão tanto para doces como para salgados, estudos relatam que há um aumento de compulsões alimentares na fase pré-menstrual (antes do sangramento) a mais relatada é por chocolate, o que pode estar ligada à composição rica em gordura , açúcar e à textura e ao aroma deste alimento.
terça-feira, 12 de julho de 2011
O que são probióticos?
Quando criança eu sempre achei divertido tomar Yakult por estar consumindo esses lactobacilos vivos.
Mas, o que eles são afinal? E como agem no nosso organismo?
Primeiro, é preciso dizer que os probióticos estão dentro do grupo de alimentos funcionais. Isso quer dizer que são alimentos que fornecem além da nutrição básica, benefícios a mais para o organismo. E, os probióticos e prebióticos seriam os aditivos alimentares que compõem esses alimentos funcionais.
Dessa forma, os probióticos são classificados como bactérias (microrganismos vivos) que quando consumidos, conseguem exercer efeito benéfico sobre o hospedeiro.
Os probióticos são ingredientes não digeríveis incorporados aos alimentos no sentido de selecionar determinadas bactérias da microbiota intestinal, por meio de sua atuação como um substrato seletivo no nível do colón (Ziemer, Gibson, 1998; Lee et al.,1999).
E o que isso significa? Em condições fisiológicas normais, essas bactérias probióticas exercem o efeito de defesa. Conseguem impedir a ação de microrganismos patogênicos no nosso intestino. A importância em consumir alimentos que contenham esses probióticos é que se há um desequilíbrio na flora intestinal, os microrganismos patogênicos conseguem se multiplicar com mais facilidade, podendo gerar então uma infecção intestinal.
· Além de aumentarem de maneira significativa o valor nutritivo e terapêutico dos alimentos, pois ocorre um aumento dos níveis de vitaminas do complexo B e aminoácidos.
· Absorção acrescida de cálcio e ferro;
· Fortalecem o sistema imunológico, através de uma maior produção de células protetoras;
· Possuem efeito funcional benéfico no organismo, equilibrando a flora intestinal, atuando no controle do colesterol e na redução do risco de câncer;
· Possuem uma particular importância para os indivíduos com intolerância à lactose, devido ao aumento de uma enzima que facilita a digestão da lactose.
Para saber mais, leia o estudo completo: scielo.br
quarta-feira, 6 de julho de 2011
Efeitos do álcool no organismo
O consumo e a fabricação de bebidas alcoólicas fazem parte de um costume presente na cultura da maioria dos povos. Apesar do interesse nas pesquisas relacionado à bebida alcoólica estar geralmente ligado a seus efeitos no sistema nervoso central, deve-se lembrar de que, uma vez que é obtido por meio de um processo natural decorrente da fermentação de alimentos que contêm açúcar, o álcool fornece 7,1 kcal/g .
O álcool tem a capacidade de suprimir as necessidades calóricas diárias de um indivíduo e/ou levá-lo ao sobrepeso, dependendo da quantidade, freqüência e modo de consumo. Mesmo com o aumento da atividade física nos indivíduos alcoolistas, muitas vezes isso não é suficiente para compensar a grande quantidade de calorias ingeridas. Assim, muitas pessoas dependentes de álcool apresentam obesidade, sobrepeso e até circunferência da cintura acima dos padrões esperados.
O trabalho à seguir discute o efeito do álcool no metabolismo energético e suas conseqüências no peso corporal.Verificou-se na área metropolitana de São Paulo que 30,8% da população consome habitualmente algum tipo de bebida alcoólica, a mais freqüentemente relatada foi a cerveja, seguida pela cachaça e pelo vinho. Nos Estados Unidos, o álcool tem fornecido cerca de 6% a 10% das calorias diárias dos analisados, sendo relatado como o terceiro maior fornecedor de energia, logo após o pão branco e doces. Estima-se que o álcool fornece, dentro das calorias diárias dos norte-americanos, 5% da energia nos consumidores moderados (que bebem até sete doses semanais), chegando até 20% da energia para aqueles que bebem até 25 doses por semana.
O álcool é uma fonte de energia diferente de todas as outras, pois ele não pode ser estocado no organismo. Por ser uma substância tóxica, deve ser eliminado imediatamente . Assim, durante o metabolismo o
Um trabalho aponta que nem todas as pessoas aproveitam as calorias do álcool da mesma maneira: as mais magras tendem a não aproveitar suas calorias de forma eficiente, ao contrário de indivíduos com IMC (Índice de Massa Corpórea) mais elevado. Ao introduzir, por três meses consecutivos, 30 g de álcool na dieta de pacientes, aqueles com IMC > 25 kg/m2 usaram a energia do álcool mais eficientemente do que aqueles com IMC < 25 kg/m2, que necessitaram de um suplemento calórico para conseguirem manter seu peso. Pode-se concluir que em obesos as calorias do álcool são mais bem aproveitadas, podendo até contribuir para o ganho de peso.
As calorias fornecidas pelo álcool podem alterar o perfil dietético. A intensidade com que essas mudanças ocorrem e se manifestam no indivíduo está diretamente relacionada com a constância e quantidade na ingestão alcoólica. Sabe-se que o álcool supre o alimento na dieta de dependentes graves; portanto, o alcoolista grave é descrito normalmente como um paciente desnutrido, uma vez que a ingestão alcoólica substitui calorias e nutrientes adequados. Porém na ingestão moderada, o álcool pode ser uma fonte adicional de energia, sendo somada à dieta habitual da paciente. Esse tipo de fonte calórica é conhecida como "calorias vazias", uma vez que, apesar de seu alto valor energético, faltam nutrientes essenciais como proteínas e vitaminas. Deve- se considerar também a composição dos alimentos que são consumidos jutos com o álcool.
É de suma importância destacar que o álcool é apontado também como estimulador de apetite. Estudos que verificaram o consumo alimentar feito uma hora após ingestão alcoólica confirmaram esse dado ; em uma revisão bibliográfica atual, apontam que o álcool estimularia vários sistemas implicados no controle de apetite.
Quando a ingestão alcoólica supera 25% a 50% das calorias totais diárias, estas não são utilizadas eficientemente como fonte de energia, pois o excesso de calorias ingeridas na forma de álcool não pode ser estocado. Assim, ocorrem desvios metabólicos para priorização da desintoxicação do álcool, com perda significativa de energia, o que transforma o álcool em causa da desnutrição primária, pelo fato de deslocar os nutrientes da dieta e de desnutrição secundária, por ser responsável pela má absorção e agressão celular resultantes de sua toxicidade no organismo.
Pode-se concluir que no Brasil, como na maioria dos países da América Latina, a obesidade tem aumentado significativamente nas últimas décadas, a quantidade de álcool consumida, assim como a de alimentos ingeridos, é importante para repercutir no ganho de peso. É relevante também o fato de esse consumo alimentar ser adicionado ou substituído pelo álcool. E também o valor energético dos alimentos somado ao consumo alcoólico e o consumo deve ser observados na relação de ganho de peso
Deve-se lembrar que as respostas ao consumo de álcool são diferentes de um indivíduo para o outro e são determinadas por diferentes fatores, como o genético ( ainda desconhecido). Devemos questionar não somente se as calorias do álcool devem ser contabilizadas, mas também como elas são aproveitadas pelo organismo. O álcool encontra respostas diferentes , dependentes de cada indivíduo e o ganho de peso relacionado ao consumo de álcool segue a mesma tendência. O aumento do consumo alcoólico pode diminuir o ganho de peso, mas também aumenta a sua toxicidade. Nesse sentido, conhecer o valor calórico do álcool e analisar a quantidade diária consumida devem fazer parte da avaliação nutricional, a fim de que esse importante dado seja considerado tanto no cálculo dietético para controle de peso do indivíduo, como para caracterizar a desnutrição
*imagem:deviantart


